terça-feira, 2 de outubro de 2012

Os acs estão em todas.....


AGENTES DE SAÚDE E DETRAN, FAZEM CAMPANHA, " PEDESTRE , EU CUIDO ".


Foto: Notícias MS/Edemir RodriguesO programa procura levar à casa da população através dos Agentes de Saúde
Após uma campanha intensa de conscientização sobre os direitos do pedestre voltada para os motoristas, os pedestres e os usuário dos transportes coletivos de Campo Grande, o Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MS) lança nesta terça-feira (2), a quarta etapa da Campanha "Pedestre, Eu Cuido!".
Desta vez, o Detran-MS conta com a parceria da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) através do Programa de Prevenção de Acidentes de Trânsito e Segurança Viária.
O programa procura levar à casa da população através dos Agentes de Saúde, informações e orientações de prevenção de acidentes de trânsito e segurança viária. O primeiro tema abordado pelos Agentes será a Campanha Pedestre, Eu Cuido!
O lançamento da quarta etapa da campanha acontece na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Universitário, localizado na Avenida Gury Marques com a Avenida Guaicurus, a partir das 8h30.
O programa "Pedestre, eu cuido" conta com parceria da Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran), Companhia Independente de Policiamento de Trânsito (Ciptran), demais entidades que compõem o Gabinete de Gestão Integrada de Trânsito (GGIT), bem como, Polícia de Exército, Rotary Clube, Águas Guariroba, Centros de Formação de Condutores (CFC's), Centro Brasileiro de Condutores (CBC) e Secretaria Municipal de Educação.

FOTO: MS RECORD

04 de outubro Dia nacional dos ACS


04 DE OUTRUBRO, DIA NACIONAL DOS AGENTES DE SAÚDE.

 
  
AGENTE COMUNITÁRIO DE SAÚDE: O SER, O SABER, O FAZER.

Na última década, o agente comunitário de saúde representou um segmento efetivo do trabalho em saúde e se tornou um novo ator político, no cenário da assistência à saúde e de sua organização. A razão do protagonismo desse ator foi a expansão em âmbito nacional e, em especial, em áreas metropolitanas, de um determinado tipo de programa - o Saúde da Família, estratégia que se sustenta em bases já conhecidas de extensão de cobertura, mas cuja pretensão era, neste momento, levar a equipe de serviços de saúde para ações diretas na comunidade, envolvendo os diversos profissionais com uma atenção de qualidade aos usuários do programa.


Joana Azevedo Silva & Ana S. Whitaker Dalmaso. Rio de Janeiro: Editora Fiocruz, 2002. 240 pp. ISBN: 85-7541-009-1


FONTE:  CMS PARQUE ROYAL

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

FEPEACS, REGIONAL MATA NORTE: Lançamento da cartilha de saúde dos trabalhadores ...

FEPEACS, REGIONAL MATA NORTE: Lançamento da cartilha de saúde dos trabalhadores ...: Professores lançam manual para saúde do trabalhador Publicado em  Notícias 26 de setembro de 2012 Manual também está disponível onli...

FEPEACS, REGIONAL MATA NORTE: Atenção a todos ACEs cuidado com a saúde .....

FEPEACS, REGIONAL MATA NORTE: Atenção a todos ACEs cuidado com a saúde .....:   DIVULGAÇÃO ATENÇÃO SINDICATOS E ACEs COM SAÚDE NÃO SE BRINCA Depois de muitos casos de afastamento de agentes de endemias do ...

ACS são capacitado para cuidar dos idosos....



24/09/2012 - 12:30
Curso de Aperfeiçoamento da Saúde do Idoso é finalizado em Jardim
Os 39 Agentes Comunitários de Saúde de Jardim (MS) participantes do Curso de Aperfeiçoamento em Saúde do Idoso, iniciado em maio deste ano, realizaram no dia 14 de setembro o lançamento da Caderneta do Idoso no Centro de Saúde Nestor Pereira da Vila Angélica.
Marcos Barros - Divulgação Prefeitura de Jardim
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Os Agentes Comunitários oferecem com seu trabalho, a cobertura de 70% da população do Município. O curso foi oferecido pela Escola Técnica do SUS (ETSUS), em parceria com a Gerência Estadual de Saúde do Idoso e com a Gerência Estadual da Estratégia Saúde da Família, ambas vinculadas à Coordenadoria Estadual de Atenção Básica da Secretaria Estadual de Saúde.

Como conclusão de curso foi proposto aos Agentes Comunitários de Saúde a realização de uma atividade prática junto aos idosos de cada área abrangente da Estratégia de Saúde da Família, com a aplicação dos conhecimentos adquiridos ao longo do curso.

Partindo do levantamento das três principais causas de morbidade que atingem cada população idosa, os Agentes Comunitários de Saúde elaboraram intervenções de promoção e prevenção da saúde. Também, nestes eventos foram distribuídas as Cadernetas do Idoso, promovendo a importância da utilização daquela caderneta na manutenção da saúde dos atendidos.


Durante toda a semana eventos similares aos que aconteceram no Nestor Pereira foram realizado em todas as ESFs de Jardim inclusive no ESF Rural do Distrito do Boqueirão. Em cada unidade foram realizadas ações diversificadas como palestras e ações educativas.

No dia 14, a enfermeira Janaína Willeman, coordenadora das ESFs do Nestor Pereira falou sobre o curso e sua importância para Jardim, seguido da Drª. Maria de Lourdes dos Reis, médica daquela unidade que deu dicas sobre a prevenção de hipertensão e diabetes.

A Drª. Luiza Mara Balta Quinta, fisioterapeuta, falou sobre prevenção de acidentes domésticos principalmente do risco de quedas que são comuns aos idosos. Finalizando, a ACS Milena dos Santos Peixoto, que é acadêmica do Curso de Educação Física ofereceu alongamento para os participantes.
Informações Prefeitura de Jardim

Lançamento da cartilha de saúde dos trabalhadores ACS...


Professores lançam manual para saúde do trabalhador

Publicado em Notícias
26 de setembro de 2012
Manual também está disponível online
O manual “O Agente Comunitário de Saúde e o cuidado à saúde dos trabalhadores em suas práticas cotidianas” foi lançado no VI Encontro Nacional de Atenção Integral à Saúde do Trabalhador (Renast), que aconteceu entre os dias 19 a 21 de setembro, em Brasília. O guia está disponível na versão online pelo endereço: www.renastonline.org
A publicação tem como principal objetivo apoiar os processos de qualificação dos Agentes Comunitários de Saúde (ACS) para o desenvolvimento do cuidado à saúde dos trabalhadores em suas práticas cotidianas. “O manual é a contribuição da Faculdade de Medicina para consolidação das ações de saúde do trabalhador no SUS” diz a professora do Departamento de Medicina Preventiva e Social da Faculdade de Medicina da UFMG, Elizabeth Dias.
Elizabeth coordena o projeto de pesquisa “Desenvolvimento de conceitos e instrumentos facilitadores da inserção de ações de Saúde do Trabalhador na Atenção Primária”, parceria do MPS com a Coordenação Geral de Saúde do Trabalhador, da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde (CGSAT), que resultou na publicação do Manual.
Além da coordenadora do projeto, também estiveram presentes no Renast os professores Tarcísio Márcio Magalhães, Ada Ávila Assunção e Jandira Maciel, todos do Departamento de Medicina Preventiva e Social.

ACS participam de curso de primeiro socorro


Publicada em 26/09/2012 - 11h35min   /  Autor:  Assessoria
Agentes Comunitários de Saúde recebem treinamento de Primeiros Socorros
A partir deste treinamento todos serão capazes de prestar atendimentos às vítimas de quaisquer acidentes ou mal súbito
A Secretaria Municipal de Saúde – SEMSAU, em parceria com o Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Rondônia (CBMRO/Ariquemes) e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência – SAMU, realizou a capacitação dos Agentes Comunitários de Saúde – ACS’s, os quais receberam treinamentos de primeiros socorros. O curso aconteceu nos dias 24 e 25 de setembro, no auditório do Centro Administrativo Municipal Dr. Carpintero.



De acordo com o Coordenador do SAMU, Marconi Edson Bezerra Santana, o curso surgiu da necessidade de orientar e dar subsídios aos ACS, lotados nas Unidades Básicas de Saúde – UBS’s – de todos os Bairros, para que em situações de emergência saibam como proceder nos casos de engasgamento, queda, crises convulsivas e ferimentos diversos.



O Instrutor do Curso de Primeiros Socorros, Cabo Françoso e os seus auxiliares, o Soldados Ribeiro e o enfermeiro Rogildo Vieira Machado, destacaram que a partir deste treinamento todos serão capazes de prestar atendimentos às vítimas de quaisquer acidentes ou mal súbito, antes da chegada de uma equipe especializada em “Atendimento Pré-hospitalar – APH”.



Entre os assuntos abordados aos cursistas, o primeiro passo do socorrista é a avaliação inicial do acidentado, analisar se o cenário do acidente é seguro, ver quantas vítimas, e sendo necessário o pedido de socorro para uma equipe especializada, a ligação deve ser para 193 – Corpo de Bombeiros.



O Cabo Françoso salientou que, do atendimento inicial até a chegada de uma viatura do Corpo de Bombeiros, o socorrista deve realizar os exames primários AVDI (A-Alerta/ V-Verbal/ D-Dor/ I-Inconsciente), que serve para analisar o nível de consciência. Depois avalia-se o ABCDE (A- Abertura de vias aéreas/ B-Boa ventilação/ C-Circulação/ D-Distúrbios Neurológicos/ E- Exposição da vítima e controle térmico).



Ele destaca ainda, para dois detalhes importantíssimos: o uso de luvas para evitar a contaminação e o fato da vítima não poder tomar água. “Mesmo que a vítima implore para beber água, não podemos ceder ao seu pedido, isso pode retardar todo o processo de atendimento na necessidade de cirurgia”, disse Françoso.



O Coordenador do SAMU parabenizou aos ACS’s por ter participado dessa capacitação e disse que “as orientações serão úteis no dia-a-dia desses agentes comunitários, elas servirão para orientá-los sobre os primeiros socorros e acidentes diversos”, disse Marconi Santana.

Atenção a todos ACEs cuidado com a saúde .....



 
DIVULGAÇÃO


ATENÇÃO SINDICATOS E ACEs COM SAÚDE NÃO SE BRINCA
Depois de muitos casos de afastamento de agentes de endemias do trabalho, o SINDICATO DOS AGENTES DE SAÚDE DO RIO GRANDE DO NORTE passou a investigar as causas. Após um apurado de vários casos, constatamos que vários deles estavam relacionados aos inseticidas usados no combate a dengue, seja oDIFLUBENZURON ou NOVALURON.

Em Natal, o Presidente do SINDAS tomou as seguintes medidas: Procurou estudos científicos relacionados aos dois produtos e descobriu que ambos afetam a saúde em vários aspectos: sangue, fígado, pâncreas, olhos etc. Ao traduzirmos algumas análises feitas por um instituto americano, descobrimos que o  NOVALURON  ataca os glóbulos vermelhos, podendo causar leucemia.

Encaminhamos a denúncia ao Ministério Público do Trabalho com alguns pedidos, os  quais sugiro que os colegas sindicalistas façam o mesmo em seus estados.
VEJA A DENÚNCIA E OS ESTUDOS:


RESPOSTA A NOTIFICAÇÃO REQUISITÓRIA Nº 22648
DENUNCIANTE:   MPE- MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RN
REPRESENTADO: MUNICÍPIO DE NATAL- SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE - AGENTES COMUNITÁRIOS DE SAÚDE E DE COMBATE ÀS ENDEMIAS.
1-    AGENTES COMUNITÁRIOS DE SAÚDE:
Em relação ao trabalho executado pelos Agentes Comunitários de Saúde doravante ACS, gostaríamos de acrescentar que além dos riscos ambientais, eles têm contato com pacientes acometidos de doenças infectocontagiosas, tais como hanseníase e tuberculose. Em relação a esta ultima, esclarecemos que são os ACS que monitoram o tratamento medicamentoso dos pacientes em suas micro áreas, o que aumenta  o risco de contágio.

Do ponto de vista do ambiente de trabalho dos ACS, não se pode falar em condições estáveis, nesse caso. A cada dia, mudam os cenários da atuação do ACS e a própria dinâmica da comunidade – migrações, mudanças, invasões, violência urbana e operações policiais – afetam o seu trabalho cotidiano. Além disso, há que se levar em conta a influência das condições climáticas – calor, vento, chuva, frio – cujas consequências no seu trabalho são desconhecidas.

            Frente a essas dificuldades, identificamos que no trabalho do ACS as cargas físicas são representadas pela exposição ao calor, frio e umidade conforme a mudança climática, odores provenientes de esgotos e valas e condições de higiene ambiental e das moradias; as cargas químicas incluem fumaça e poeiras; entre as cargas orgânicas estão os contatos com pessoas portadoras de doenças infectocontagiosas, água e alimentos contaminados e ambientes; as cargas mecânicas são referidas como longas caminhadas, carregamento de pastas e mochilas pesadas e períodos de pé; e as cargas psíquicas destacam a presença de animais perigosos (cachorros, cavalos, entre outros), assédio moral no ambiente de trabalho e o risco de agressão por membros das famílias assistidas.

Como foi tecnicamente observado pelo Engenheiro do Trabalho que subscreve o Laudo Técnico, se torna indispensável o fornecimento de protetor solar e labial, bem como proteção para a cabeça e pés aos ACS. O que não ocorre há muito tempo, pois já faz mais de 3(três) anos que os ACS não recebem calçados, bonés e nem fardamento. Já em relação ao protetor solar e labial, esse é um problema que tende a se tornar crônico, pois o estoque de Protetores acabou e a Secretaria Municipal de Saúde não tem previsão para repor o estoque e fazer a distribuição.

2-    AGENTES DE COMBATE ÀS ENDEMIAS:
Durante o labor de suas atividades, os agentes de Combate às Endemias estão expostos a diversos riscos no ambiente de trabalho, mas em virtude da especificidade do trabalho exercido por eles, os riscos são maiores do que os enfrentados pelos ACS. Os ACE inspecionam obrigatoriamente todas as residências, sucatas, borracharias, ferros-velhos, oficinas, comércios e terrenos baldios.

A inspeção minuciosa que deve ser feita na parte interna dos domicílios, proporciona o risco maior de contágio, pois diferente dos ACS, os agentes de endemias não sabem se naquele imóvel existe alguém com doença infecto contagiosa.

No trabalho dos ACE, as cargas físicas são representadas pela exposição intensa ao sol, ao frio e umidade, odores provenientes de esgotos e valas, das condições de higiene das moradias, dos lixões onde os ACE fazem eliminação de possíveis criadouros do Aedes aegypti e dos reservatórios com água contaminada que devem ser inspecionados;  as cargas químicas incluem fumaça, poeiras e contato permanente com Veneno utilizado no tratamento focal e Perifocal (borrifação e fumacê); entre as cargas orgânicas estão os contatos com pessoas portadoras de doenças infectocontagiosas, águas e alimentos contaminados e ambientes; as cargas mecânicas são definidas pelas longas caminhadas, subidas e descidas em escadas, destelhamento e retalhamento das casas para poder  ter acesso às caixas d’água, bolsa pesada e longos períodos de pé; e as cargas psíquicas destacam-se pelo contato inevitável com animais perigosos (cachorros, cavalos, macacos, cobras, aranhas escorpiões, entre outros), pelos diversos casos de assédio moral por parte de supervisores e diretores de postos de saúde e pelo risco de agressão por parte de moradores, além dos constantes assaltos ocorridos em favelas e bairros periféricos.

Em relação às condições de trabalho, os agentes de Endemias vivenciam uma das situações mais críticas dos últimos três anos, pois vêm sendo obrigados a trabalhar sem fardamento, sem calçados apropriados e sem bonés. O protetor solar e labial que vinham sendo fornecidos acabou e sequer existe previsão de reposição de estoque.

Se não bastassem os riscos ambientais e físicos, há mais de cinco anos os agentes não passam por exames médicos. Ao longo desses cinco anos foram utilizados diversos larvicidas e inseticidas no combate ao Dengue, sem que houvesse nenhum treinamento ou exames médicos.

Ø  INSETICIDA USADO EM 2010- DIFLUBENZURON

Composição- diflubenzurom (250 g/kg)
Classe-Inseticida
Grupo químico-benzoiluréia
Formulação-WP - Pó Molhável
Classificação Toxicológica- IV - Pouco tóxico
Classificação ambiental- III Perigoso
Empresa- Chemtura

O produto, segundo a própria ANVISA, pode contaminar preparadores da calda mãe(supervisor), e aplicadores no campo(agente de endemias). O DIFLUBENZURON pode afetar músculos, vísceras, pele, gordura, sangue, fígado, rim e estômago.

Nota-se que a própria ANVISA admite que o trabalhador, até por exposição prolongada com o produto, pode sofrer lesões em órgãos vitais. Admite também que o DIFLUBENZURON possui baixa toxicidade aguda, porém a toxicidade mais perigosa é a crônica, pois demanda longo período de exposição ao químico, com possíveis e consequentes lesões de órgãos vitais, como já elencados acima.

O produto pode causar a toxicidade genotóxica, que é gravíssima, pois poderia causar graves lesões ao DNA do trabalhador, e no de quem eventualmente consumisse água tratada com o produto, por longo período. Há suspeita de disfunção endócrina, ou seja, glândulas como a tireóide, podem ser afetadas pela exposição ao DIFLUBENZURON.
O produto já foi classe IV (pouco tóxico), mas por ser um grande irritante dos olhos, foi revisado, e incluído na classe II (altamente tóxico). É de se observar que os pesticidas de classe II, também podem provocar séria irritação dérmica. Portanto, o trabalhador que manipula o produto, principalmente sem viseira, e luvas adequadas, corre sério, e iminente risco de lesão ocular, e sérias alergias dermatológicas.

Nota-se pela fórmula estrutural do Diflubenzuron, que a substância possui dois anéis aromáticos heterocíclicos, sendo uma extremidade, o elemento químico Cloro (CL), e na outra, o Flúor (F), o que denota alta toxicidade do Diflubenzuron, como foi de fato revisado pela ANVISA, e incluído na Classe II (alta toxicidade), motivo pelo qual foi suspenso seu uso no combate ao Dengue, o que livrou os agentes de endemias de um problema de saúde.
Ø  INSETICIDA USADO ATUALMENTE- NOVALURON

  • Origem: Alemanha
  • Fabricante: Bayer
  • Nome comercial: Mosquilon CE10%
  • Grupo químico: Benzoureia (BU)
  • Classe: Inseticida
  • Ingrediente ativo ou nome comum: NOVALURON
  • Regulamentação: Toxicidade Classe-IV – ligeiramente tóxico
  • Formulação: CE (Concentrado emulsionável)                                                             Generalidades: Pesticida de contato e ingestão–Inibe síntese de quitina–interfere na formação da cutícula.
O Laudo Técnico acostado aos Autos, em momento algum faz um estudo detalhado dos riscos aos quais os ACE estão expostos com uso permanente desses praguicidas do Programa de Controle do Dengue-PMCD. Insumos esses, fornecidos pelo Ministério da Saúde sem que antes se faça um impacto dos danos à saúde do trabalhador, ao meio ambiente e a população.
Em uma breve pesquisa, descobrimos muito a respeito de ambos os inseticidas, o que segue anexo. O NOVALURON segundo pesquisas do Fluoride Action Network (http://www.fluoridealert.org/ )  aponta graves efeitos toxicológicos notados na base de dados de animais, tais como stress oxidativo e destruição das células vermelhas do sangue (RBC), muito provavelmente devido à ação de uma anilina metabolito (3-cloro-4-(1,1,2-trifluoro-metoxi)-anilina). Resultando, portanto  na destruição dos eritrócitos. Efeitos secundários foram observados nos tecidos sanguíneos associados / órgãos e incluiu pigmentação em células de Kupffer do fígado, bem como os macrófagos do baço. Em doses mais elevadas, o efeito sobre os parâmetros dos glóbulos vermelhos é de magnitude suficiente para resultar em ANEMIA HEMOLÍTICA.

Se em 2010 era utilizado um praguicida perigoso, suspenso pela ANVISA por ter passado ao grau de toxidade II, atualmente pelo que podemos comprovar, os agentes trabalham com um praguicida não muito diferente. Ambos são usados  na lavoura para combater pestes e não existe nenhum estudo no Brasil que aponte os riscos para os seres humanos submetidos à exposição prolongada.

É um verdadeiro descaso que começa de cima para baixo, visando beneficiar grandes empresas fabricantes desses inseticidas, sem sequer se preocupar com a saúde da população e dos trabalhadores que labutarão com esses insumos fornecidos pelo Ministério da Saúde, com total aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária-ANVISA.

Discordamos em parte do Ludo Técnico, porque em momento algum foi abordado o assunto dos praguicidas, tão somente foi  orientado fazer exames, mas não se informou quais e nem o porquê deles.

O Laudo Técnico apesar de abordar com precisão quais são as atribuições, áreas de atuação dos ACE e ACS e como funciona o Programa Agente Comunitário-PACS e Programa Municipal de Controle do Dengue-PMCD, deixou a desejar no que se refere à saúde dos trabalhadores.  Em momento algum foi abordado o assunto dos praguicidas, sendo apenas, orientado fazer exames, mas não se informou quais e nem o porquê deles.

Considerando o grande numero de agentes afastamentos do trabalho por problemas médicos,  podemos atestar que o NOVALURON vem adoecendo os agentes. Muitos estão afastados por determinação médica com vários sintomas (irritação nos olhos, irritação dérmica e na garganta, inchaços pelo corpo, constantes dores de cabeça, queda significativa de plaquetas etc.).

A própria SMS não tem o controle de quantos agentes estão afastados do trabalho por problemas relacionados aos inseticidas, pois nem os Comunicados de Acidente de Trabalho-CAT são preenchidos. O que podemos afirmar é que os números irão aumentar e os males causados aos trabalhadores, podem ser irreversíveis, caso não sejam tomadas providências urgentes.
Portanto, considerando todo o exposto; considerando os documentos anexos, vimos respeitosamente solicitar que o Ministério Público do Trabalho adote as seguintes medidas:
a)    SEJAM citadas pessoalmente a Secretária Municipal de Saúde,               Srª. Maria do Perpétuo Socorro Nogueira e a Prefeita Municipal de Natal,   Srª. Micarla Araújo de Sousa Weber, para firmarem um Termo de Ajustamento de Conduta-TAC;
b)    Que conste no TAC a realização obrigatória de exames médicos para os ACE e ACS em 30(trinta) dias e sua manutenção a cada 6(seis) meses;
c)    Que seja estabelecido um prazo curto para o fornecimento de Protetores solar e labial, fardamento,  calçados e chapéus para os ACE e ACS;
d)    Que todos os EPIs, calçados e protetores sejam acompanhados de Certificado de Aprovação-CA, de acordo com o que dispõe as portarias do MTE;
e)    Que  todos os casos de afastamento do trabalho sejam acompanhados pelo Centro de Referência em Saúde do Trabalhador-CEREST, mediante preenchimento do Comunicado de Acidente de Trabalho-CAT;
f)     Que seja realizada uma capacitação com todos os agentes de endemias, com a participação de um Engenheiro Agrônomo, um médico do trabalho e representantes do CEREST;
g)    Que seja estipulada uma multa e uma Ação Civil Pública em caso de descumprimento e;
h)   Que seja solicitado da Universidade Federal do Rio Grande do Norte um estudo detalhado sobre os males que o NOVALURON pode causar aos seres humanos;
Nestes termos.
Pede deferimento.
Cosmo Mariz( PRESIDENTE)

FONTE: Blog do SINDAS/RN